quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Brasília já inova com a Identidade Digital

Será implantado nesta terça-feira (18/8) o Sistema de Identificação Digital Automatizado (AFIS) Civil e Criminal da Polícia Civil do DF, que auxiliará os peritos no processo de identificação de pessoas e na checagem rápida de informações a seu respeito.

O programa também tem a capacidade de emitir certificações digitais que podem ser utilizadas para coibir tentativas de fraude em processos de aposentadoria junto à previdência social, vestibulares, concursos públicos, ou até auxiliar o Governo no controle de seus programas sociais. Por exemplo, possibilitará a identificação on-line de todas as pessoas que vão assistir aos jogos na Copa de 2014.

Quem já tiver carteira de identidade não precisará fazer outra para ser digital. Segundo o diretor adjunto do Instituto de Identificação, Claudionor Batista, as informações de todas as pessaos que possuem carteira de identidade já foram digitalizadas, inclusive a foto do documento.

Os 20 postos de identificação, localizados no DF e as unidades do “Na Hora”, estão sendo habilitados desde o começo do ano para receber o novo sistema. Até o começo de setembro, os postos estarão emitindo as carteiras digitais, que vão apresentar a mesma aparência da comum. Contudo, como explica Claudionor, o processo de emissão será mais fácil. "Ninguém vai precisar mais sujar o dedo na hora da impressão, que será digital, além disso, a foto também será tirada na hora".

Fonte: Correio Braziliense

Não há como negar que se trata de um grande avanço - pelo menos por aqui - tecnológico, a "ID" (Identidade Digital), provavelmente vai abrir caminho para o fim de toda uma burocracia existente, pois colocando-se em um único documento, todos os dados importantes - essa é a proposta do Governo - consultas, cadastros, compras, pagamentos, se tornarão mais facéis. Mas alguns pontos tem que ser debatidos, como a questão da segurança, o que pode ser um grande avanço, pode também se tornar uma grande dor de cadeça e um prato cheio para estelionatários, a falta de integralização de bases de dados, de desenvolvimento de Datawarehouses, Dataminings, e outras tecnologias que trabalhem melhor a informação, podem dar a idéia de se trancar uma porta de madeira com um cadeado de ferro, um problema além da questão da segurança é a falta de integração tecnológica entre os Cartórios Brasileiros, permitindo que fraudes ocorram a todo tempo, sem a possibilidade de uma verificação mais rápida e segura, e quem paga por tal atraso é o usuário correto, que é obrigado a aguardar a burocracia e longas filas para conseguir algo além de um reconhecimento de firma.

Vamos esperar e torcer para que esse seja o primeiro de muitos passos para o avanço no uso da tecnologia por aqui!


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Como Grampear um Celular

Hacker de Celular

Com apenas um celular nas mãos, o presidente da Companhia SecurStar, Wilfried Hafner, foi capaz de grampear conversas telefônicas, acessar dados de outros aparelhos e usar os celulares grampeados como microfones para escutas ambientais.

A demonstração foi feita a um público de agentes de inteligência de diversos órgãos como a Polícia Federal (PF), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Tribunal de Contas da União e a Corregedoria Geral da União, reunidos em seminário promovido nesta semana pela Comunidade de Inteligência Policial e Análise Evidencial (CIPAE).

Usando um vírus enviado por meio de SMS (mensagem de texto), Hafner pode grampear qualquer telefone celular – basta possuir o número do aparelho. O programa espião chamado RexSpy foi desenvolvido por sua empresa para mostrar a vulnerabilidade do sistema de telefonia celular. De acordo com ele, versões similares do vírus circulam pela internet em comunidades de hackers, principalmente na China e Coréia do Sul.

Sua empresa, que trabalha no ramo de segurança de dados e produz software para criptografar ligações tornando-as seguras, identificou ataques de vírus similares ao RexSpy no Brasil. A primeira incidência se deu em agosto.

Ao receber o vírus, o telefone infectado sequer alerta para a chegada da mensagem. A partir de então, o “espião” passa a ter acesso a todos os dados do aparelho, como a agenda telefônica, mensagens de texto, fotos e vídeos. Além disso, o telefone que enviou o vírus recebe uma mensagem cada vez que o aparelho grampeado é usado, permitindo ouvir ou gravar as conversas realizadas.

Também sem deixar pistas, é possível que o “espião” use o celular infectado como microfone, ouvindo conversas de reuniões privadas, bastando que o aparelho infectado esteja no recinto. Todas as modalidades de grampo foram apresentadas durante o evento.

“Temos identificado o uso de vírus semelhantes ao RexSpy para espionagem industrial. A primeira vez que descobrimos uma tentativa de invasão foi em abril, na França. No Brasil, percebemos a tentativa em agosto”, disse.

Questionado se este instrumento poderia estar sendo usado para grampear políticos no País, Hafner respondeu que

“basta possuir o número do telefone”

Ele mostrou ainda a possibilidade de se adquirir pela internet um programa chamado FlexiSpy, que também permite o grampo de celulares, mas, diferente dos vírus similares ao RexSpy, é preciso instalá-lo diretamente no celular, o que dificulta seu uso. O produto pode ser adquirido por cerca de R$ 250 e, na maioria das vezes, tem sido usado, segundo a empresa, por mulheres que querem monitorar seus maridos.

Apesar do empecilho de instalação do FlexiSpy diretamente no celular a ser atacado, Hafner disse que vídeos e “ringtones” (sons para celular, como campainhas personalizadas) podem estar infectados e o usuário, sem perceber, acaba por instalar o programa.

Hafner disse que o vírus desenvolvido pela empresa, RexSpy, serve somente para demonstração e que, apesar da companhia já ter recebido inúmeras ofertas, ele jamais foi comercializado.

“É para uso interno, para demonstrarmos as falhas de segurança. O problema é que hackers já possuem tecnologia similar”, pontuou.