terça-feira, 17 de setembro de 2013

Fórum Relações de Consumo em Telecomunicações - Mais avaliações

Logo após um intervalo, houve a apresentação do Painel 1 do Fórum, com o título: “Mecanismos de Conciliação e Mediação e as demandas de telefonia no País”, tendo como moderador o sr. Paulo Pimentel de Viveiros - Diretor Jurídico Consumidor e Trabalhista – Embratel/Claro - que deu uma abertura interessante, colocando como posição pessoal o fato de sempre buscar uma conciliação pacífica ao invés de se recorrer às vias judiciais. 

Sr.ª Mariella Ferraz de Arruda P. Nogueira
Logo em seguida, a Sr.ª Mariella Ferraz de Arruda P. Nogueira – Magistrada Auxiliar da Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça - apresentou as principais ações da Corregedoria em 2013, como a Interlocução com grandes demandados, a proposição de um novo modelo de trabalho junto as juizados especiais - conciliação/gestão, o esforço na capacitação não apenas dos integrantes do poder judiciário como também dos prepostos das empresas e o uso de meios de avaliação de serviços. Na minha opinião, um dos grandes pontos abordados pela Magistrada é a importância da Gestão em todo esse processo, implicando no melhor treinamento de pessoas e na minha opinião, não melhor qualificação e investimento em gestores capacitados para





Sr. André Felipe Gomma de Azevedo
O Sr. André Felipe Gomma de Azevedo – Membro do Comitê Gestor do Movimento Nacional pela Conciliação - SNJ - colocou uma questão interessante, a visão que se tem de Estado e do Poder Judiciário, que o poder judiciário não é apenas um lugar para se "ouvir uma sentença", mas um lugar para conciliação. É interessante observar que até agora, sempre se citou como ponto principal a gestão inteligente do processo, fica claro que o papel de um gestor público - já que se trata de um serviço prestado para o público - é fundamental. Também relatou que a grande importância para um Magistrado é que num processo, exista sempre a questão da conciliação e principalmente, que as partes envolvidas estejam preparados para oferecer e dispostos a receber uma conciliação. Tudo acaba voltando ao principal ponto a necessidade de gestores - aqui chamados de prepostos - bem preparados, que são a cara do Estado, da Empresa perante o usuário. Um dos critérios sugeridos além do melhor preparo, é a avaliação do preposto, se analisarmos isso, todo um mecanismo, toda uma estrutura hoje tem que ser mudada para que isso ocorra de fato.

É interessante observar que existe um consenso de que o melhor caminho é o da conciliação para a solução mais rápida e mais profissional para questões entre consumidores e prestadores de serviços - operadoras - a pergunta é a seguinte: Com tantos representantes das empresas de Telecomunicação presente no evento, e todos parecem rezar a mesma cartilha, o que está havendo que isso não é posto em prática, dada o gigante número de reclamações e processos contra empresas de telefonia?


Kelsen Pio Belo Coelho
Especialista em TI

É o fim do Facebook?

Empresas de jogos começam a migrar para smartphones e rede social pode ver sua maior fonte de lucro ir embora

Por Bruno Iacona de Bello em 24/Ago/2012

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O Facebook é a maior rede social do mundo, mas precisa de conteúdo para manter seus mais de 900 milhões de usuários ativos no site. E vai ser necessário muito esforço, pois as empresas de jogos estão debandando do site.
A Zynga, maior desenvolvedora de jogos sociais do Facebook, disse que percebeu um declínio em suas finanças e diz que se deve ao ambiente difícil da rede. Outras empresas também estão saindo, porque notaram maior interesse dos usuários em jogar pelo smartphone ao invés de usar a rede social.
Reprodução/TechCrunch
Mitch Lasky, investidor de risco na Benchmark Capital, empresa especializada em empresas de games, acredita que o Facebook é viável para desenvolvedores independenes. "Mas as empresas que aspiram se tornar grandes editoras de jogos estão saindo da plataforma para aparelhos móveis e a internet aberta. As editoras não estão convencidas de que os custos do Facebook valem a pena", disse.
Um exemplo é a CrowdStar, que tinha jogos sociais no site de Zuckerberg. Entre 2010 e 2011, resolveu lançar games para iPhone e iPad. A partir daí, a receita no Facebook caiu de 90% para 50%. Esse ano a empresa espera apenas 10% da rede social. O resto deve vir dos smartphones e tablets.
Outro motivo que faz as empresas saírem do Facebook é o valor alto que ele cobra pelos games: 30% de comissão sobre a receita gerada no seu site. O contrato com a Zynga, por exemplo, dura até 2015. E a empresa é responsável por 12% do faturamento da rede social.
Preparem seus botes, pois o barco pode estar afundando.
Via: O Estado de S. Paulo

Fórum Relações de Consumo de Telecomunicações - Opiniões

Ao participar do Fórum de Relações de Consumo de Telecomunicações, de início foi apresentado uma mesa de debate de peso: Marco Aurélio Gastaldi Buzzi - Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, Sr. José Carlos Araújo – Presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, Sr. Eduardo Levy – Diretor Executivo - FEBRATEL, Sr.ª Juliana Pereira da Silva - Secretária Nacional do Consumidor – Senacom – Ministério da Justiça, Sr. Maximiliano Martinhão - Secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Sr. João Baptista Rezende - Presidente - ANATEL, Sr. Odon Bezerra Cavalcanti Sobrinho - Presidente da Comissão Especial de Defesa do Consumidor – Conselho Federal da OAB, houve a apresentação geral dos palestrantes e a primeira a falar foi a Sr.ª Juliana Pereira da Silva do SENACOM, ao explanar que o consumidor hoje tem outra postura, quer um "smartphone", um "Tablet", e quer um serviço de qualidade, exige um serviço de qualidade, com um preço justo.

Em palestra iniciada pelo Ministro Marco Aurélio Buzzi, o ministro teceu comentários que pareciam agradar a todos, falando do mercado, dos consumidores, das empresas de telecomunicação, e teceu um discurso meramente político e polido, é interessante observar que neste tipo de fórum quando se fala em relações Consunidor X Prestadores de Serviço, parece que existe apenas um "mal entendido" de fácil solução, até se falou e foi ventilado que não é culpa das operadoras não fornecer  a velocidade de banda larga combinada.O ministro em sua explanação deixou claro o seguinte: "A sentença não resolve conflitos sociológicos", dando a entender que não cabe ao Judiciário resolver questões que poderiam ser resolvidas entre as partes, mas onde o consumidor consegue fazer frente às operadoras de telefonia? Um dos preceitos da Sociologia é a clara observância dos fenômenos sociais e suas relações, ter tal atitude de pedir que não lotem o judiciário com ações sobre relações de consumo, é o mesmo que pedir para que seja válido o tipo de relação que ocorria antes do Código de Defesa do Consumidor, onde se entendia que caberia ao mercado regular suas relações com os consumidores, mas a via judiciária é o remédio garantido pela Constituição para que o cidadão, as empresas e qualquer parte que se sinta prejudica que busque seus direitos na forma máxima existente, a forma legal. É curioso ver a postura de um ministro do STJ em relação a isso, em um estado capitalista, ainda mais em países em desenvolvimento, onde empresas visam claramente o lucro ,fornecendo mais e oferendo menos, e menos ainda, não cumprindo sequer com o que é acordado nos contratos feitos com os consumidores e com o Governo. Há claramente um grande abismo entre o que as instâncias superiores enxerga e o que a sociedade enxerga.


Kelsen Pio Belo Coelho
Especialista em TI