quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ditados do Século XXI

01. A pressa é inimiga da conexão.
02. Amigos, amigos, senhas à parte.
03. Antes só que em chats aborrecidos.
04. A arquivo dado não se olha o formato.
05. Diga-me que chat freqüentas e te direi quem és.
06. Para bom provedor uma senha basta.
07. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
08. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
09. Em terra off-line, quem tem discada é rei.
10. Hacker que ladra, não morde.
11. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
12. Mouse sujo se limpa em casa.
13. Melhor prevenir do que formatar.
14. Quando a esmola é demais, tem vírus anexado.
15. Quando um não quer, dois não teclam.
16. Quem ama um 486, Core duo lhe parece.
17. Quem clica seus males multiplica.
18. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
19. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
20. Quem não tem banda larga, caça com discada.
21. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
22. Quem semeia e-mails, colhe spams.
23. Quem tem dedo vai a Roma.com .
24. Um é pouco, dois é bom, três é chat.
25. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.
26. Barato sai caro e lento

Brasil começa a entender a questão digital...

PLENÁRIO / Votações
10/07/2008 - 01h21
Aprovado projeto que pune crimes praticados com a utilização da Internet
[Foto: Plenário do Senado Federal]

A polícia e a Justiça poderão ter em breve munição jurídica apropriada para lidar com ciberpiratas, disseminadores de vírus, pedófilos e outros praticantes de crimes na área de informática. O Senado aprovou na noite desta quarta-feira (9) proposta substitutiva ao projeto de lei da Câmara (PLC 89/2003) que trata dos ilícitos que tragam danos a pessoas, equipamentos, arquivos, dados e informações, em unidades isoladas ou em redes privadas ou públicas de computadores.

A matéria segue agora para a Câmara dos Deputados, casa de origem do projeto, já que este foi modificado. A nova redação foi dada, primeiramente, pelo relator na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) o tema foi novamente aprimorado pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP). Mercadante também negociou com setores do governo e da sociedade as emendas que modificaram o substitutivo já na votação de Plenário.

- Aprovamos um projeto rigoroso contra o crime, mas que garante a liberdade de expressão na Internet - conceituou Mercadante.

- Os brasileiros poderão ter com a futura lei um ambiente seguro em que desenvolver suas atividades no campo da informática - afirmou Azeredo.

As emendas aprovadas em Plenário tratam dos temas mais polêmicos, como a pirataria e a ação de pedófilos. O novo texto tipifica o crime de acesso a equipamentos ou redes com a violação da segurança de ambientes que tenham "proteção expressa". Da mesma forma, será considerada criminosa a transferência sem autorização de dados e informações de unidades ou sistemas cujo acesso for restrito e protegido expressamente.

O projeto também considera crime falsificar dados eletrônicos ou documentos públicos e verdadeiros; falsificar dados ou documentos particulares e verdadeiros; criar, divulgar ou manter arquivos com material pornográfico contendo imagens e outras informações envolvendo crianças e adolescentes; praticar o estelionato; capturar senhas de usuários do comércio eletrônico; e divulgar imagens de caráter privativo.

Esteve presente à votação o casal Marco Antônio e Cristina Del'Isola, pais de Maria Cláudia Siqueira Del'Isola, jovem de 19 anos assassinada em 2004. As fotos da perícia realizada no corpo de Maria Cláudia foram divulgadas pela Internet causando grande comoção.

Mercadante explicou que os provedores de Internet serão obrigados a preservar em seu poder, para futuro exame, arquivos requisitados pela Justiça, assim como encaminhar às autoridades judiciais quaisquer denúncias de crimes que lhes forem feitas. No mais, os provedores terão de guardar por três anos os registros de acesso para que se possa saber quem acessou a Internet, em que horário e a partir de qual endereço.

O senador paulista explicou que essas regras foram objeto de discussão com entidades como a Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet (Abranet) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

Nelson Oliveira / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

sexta-feira, 4 de julho de 2008

“Bill or not to Bill”?

Não sei quanto aos demais, mas acredito que muita gente foi pega de surpresa com o anúncio da “aposentadoria” de Bill Gates e seu afastamento da Microsoft, bom, afastamento eu não sei, ele ainda vai continuar como presidente da empresa e tocará projetos específicos. Então qual o alarde com a notícia?

Bom, a Microsoft enfrenta hoje uma nova questão, a computação “desktop”, carro-chefe e alvo de dedicações da empresa, hoje se encontra em xeque, a internet criou um novo caminho para a tecnologia e concorrentes outrora insignificantes, hoje já são motivos de preocupação, como o Linux, o Google e o Firefox. O sistema do pingüim, antes confuso e pouco amigável, hoje já atrai boa parte dos usuários além do apoio de grandes empresas como Apple, IBM, Dell, etc., o pacote Microsoft Office – um dos principais ativos da empresa junto com o Windows – já encontra concorrentes gratuitos e disponíveis para download ou para uso direto na Web, o navegador Internet Explorer vem perdendo significativamente sua participação no mercado de browsers para o Firefox. A Microsoft hoje tem a Google como principal concorrente e por não ter conseguido comprar o Yahoo, viu boa parte de seus planos de consolidação na Web fracassarem.

Mas não vou me ater aqui às questões econômicas e técnicas da Microsoft, mas ao seu principal personagem, Bill Gates. Ainda na faculdade – Bacharelado em Ciências da Computação – tive contato com os sistemas desenvolvidos por Gates, e convenhamos, sair do MS-DOS para o Windows 3, era como sair da idade da pedra lascada para a era das rodas. Uma das coisas que me chamava a atenção eram as idéias e projetos propagados pela Microsoft, as propostas e visões, nerd ou não, Bill Gates era um visionário, alguém que ousou, sua declaração de que no futuro cada casa teria um computador soou como absurda à época, mas passados 20 anos, ficou provado a importância da tecnologia em nossas vidas. Lembro que quando li seu primeiro livro – A Estrada para o Futuro – vi ali alguém que soube enxergar e agarrar as oportunidades certas na hora certa, que soube fazer com que elas acontecessem, soube dobrar a IBM quando permitiu a instalação de seu programa, o MS-DOS nas máquinas, exigindo apenas a liberdade para copiar a arquitetura dos computadores PS2, venceu concorrentes de peso como a Apple – que mesmo apresentando um programa mais completo, melhor e mais agradável visualmente – oferecendo uma máquina com o Windows a um preço melhor, o desenvolvimento do pacote Office é um marco, não só pelo que propunha, mas também pela questão da integração entre si, enfim, o nerd parecia ter tudo sob controle.

Bill Gates com certeza escreveu seu nome na história, tanto no que se refere à tecnologia, negócios, economia e até jurisprudência. O atraso da Microsoft em entrar no mercado da Web foi seu maior erro, à época, ele mesmo disse que a Web não teria grande importância na vida dos usuários, mas após perceber seu erro, em apenas 2 anos, a MS já dominava com o IE, e ao integrá-lo diretamente ao Windows, surgiu seu maior desafio. Acusada de monopolizar o mercado, a empresa se viu diante de uma guerra jurídica com o Governo Norte-Americano, o mesmo governo que no passado já havia desmembrado outra gigante da época, a Bell Telephonics, e que pretendia fazer o mesmo com a MS. Acho que nunca vamos saber o que realmente aconteceu nos tribunais e seus bastidores, mas a vitória obtida solidificou a empresa e seu presidente.

A MS fez muitas apostas erradas, torrou dinheiro, tempo e recursos de pesquisas em idéias que não vingaram no mercado, mas é preferível errar tentando a ser omisso, antes eu me perguntava de onde Bill tirava tantas idéias, ao ler seu segundo livro: “A Empresa na Velocidade do Pensamento”, eu entendi, Bill Gates é alguém que vê além do seu tempo, mesmo propondo idéias, cuja tecnologia hoje não as suporta, mas apenas “sementes” de idéias que virão. Sua saída agora, num período em que a MS enfrenta maior concorrência e precisa se reafirmar no mercado pode não ser uma boa jogada, acho que a presença dele nos corredores da MS, era como a presença de Steve Jobs – CEO da Apple – nos corredores da Apple. O Windows Vista encontra grandes problemas de compatibilidade e aceitação, o Windows XP já foi descontinuando pela empresa, e muitas das suas ferramentas já não atraem tantos clientes como antes, seja pelo que oferece – a mais ou a menos – seja pelo preço.

Espero que como filantropo, Bill Gates tenha sucesso, e que seja qual for o destino da Microsoft, agradeço a ele pelo seu legado, mesmo com altos e baixos, não seríamos os mesmos sem seus produtos. Um abraço Bill.