quarta-feira, 9 de junho de 2010

Continuando no Congresso de Cidadania Digital

Acabei de ver uma certa incoerência entre o que se propõe o congresso e o pensamento de alguns gestores de órgãos, o responsável pela área de TI do INSS apresentou suas explançaões quanto a questão da importância e dos benefícos na implantação do RIC para cadastrar todos os aposentados e pensionistas, as justificativas são excelentes e necessárias, só na economia de papel e guarda dos mesmos, estima-se que existam verdeiros prédios somente para guarda de papel, ou seja, além da perda de tempo na busca de informações ali armazenadas. Mas então veio o balde de água fria, a proposta de implementação do RIC no INSS, envolve claramente que o usuário vá até as agências e faça o cadastro, em locais onde não há agências do INSS, seriam feitos os cadastramentos através do Prev-móvel ou Prev-barco, mas como o próprio responsável afirmou, em locais mais ermos, como comunidades amazônicas ou sertanejas, cuja agência mais próxima fica a 2 dias de viagem de barco por exemplo, a idéia é a de que os usuários se dirijam até as agências e façam seu cadastramento e não que funcionários do INSS montem estruturas móveis para efetuar isso, após ouvir isso fiquei me perguntando onde está a "Cidadania Digital"? Ou como já mencionei, o "e-João e e-Maria"? É irônico ver como o próprio órgão afunda o seu projeto por se esquecer da questão humana em seus trabalhos e planos, além de mostrar uma total falta de gestão, pois a obrigatoriedade de ida até uma instituição que fica a dois dias de viagem, provocaria atrasos, erros e até possibilidades de fraude no RIC.

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